O Beijo

Certamente reconhecem e identificam a foto em epígrafe. É “Le Baiser de l’Hotel de Ville”, do fotógrafo francês Robert Doisneau (1912-1994).
O ano, 1950. A cidade, Paris. Robert Doisneau tinha que fazer um trabalho para a revista “Life” sobre jovens apaixonados na Cidade do Amor… Acontece que a foto nunca foi publicada e ficou esquecida nos arquivos da revista. Até que em meados dos anos 80 alguém a descobriu… Uma empresa de postais e posters adquiriu os direitos de utilização da imagem… e o resto é história!
“O Beijo do Hotel de Ville” é um símbolo de Paris e um ícone do Amor, mas -ao contrário do que muita gente pensa- o beijo não foi espontâneo! (Ups… era uma vez um mito…)
O casal da foto, Françoise Bornet e Jacques Carteaud, na época ambos estudante de teatro, estavam sentados numa esplanada quando Robert Doisneau os abordou e lhes explicou o que pretendia. Mas o famoso beijo foi um momento efémero, tal como a relação dos jovens, visto que o namoro terminou poucos meses depois da toma da foto.
Entretanto soube que Françoise Bornet levou a leilão a foto original, que teve como base de licitação 20 mil euros mas que acabou por ser vendida por… 150 mil euros!!!
Eu tenho uma réplica da foto, comprada em Paris (ah bien sûr!) e oferecida por um Parisiense… com dedicatória e tudo, para a lamechice ser completa! Mas tal como a relação dos protagonistas da foto, a minha também foi efémera… Apenas restou a foto. Sem valor comercial, apenas sentimental…
Mas, apesar de ser um beijo encenado, a foto é excelente! E, se tiverem curiosidade, consultem o site dedicado ao fotógrafo (link em baixo), o seu trabalho é de grande qualidade e não se resume apenas ao “beijo”.
* foto retirada do site www.robertdoisneau.com

A foto está muito gira. Já tive a dar um olhito no site, adoro fotografia. Infelizmente sou uma pessima fotografa
Parisiense…e que tal? eheheh estou a brincar!
Beijinho
Ai essa foto é linda. Adoro toda essa lamechice mesmo quando as relações são efémeras. O que interessa é serem eternas enquanto duram.
Excelente fotografia e bem representativa da cidade-luz.
Gata, relações efémeras todos temos, embora o pano de fundo varie. Para ti foi uma réplica da foto em Paris, para mim foi uma t-shirt do Hard Rock Café em Copenhaga…
Mas falando da foto, que é lindíssima, acho que retrata bem o espírito de Paris, uma cidade que, na minha opinião, beneficia em tudo com o preto e branco. Muito boa escolha, gatita.
Sim conheço muito bem a foto, é linda, tanto pela qualidade fotográfica, como por tudo o que transmite e significa, é intemporal… e mais não digo senão não páro de escrever:)
one two three….testing
Blondie
Queria Gatinha, acho que só consigo comentar como anónima
não sei o que se passará… mas já é alguma coisa!
Adoro essa fotografia, é linda. Não sabia da história por detrás dela, mas sendo assim ainda é mais interessante. Não que eu fique contente pelo casal se ter separado, mas acrescenta algum realismo à fotografia, princialmente a questão a efemeridade.
Beijocas
Já conhecia a foto e a sua verdadeira história.
Como um simples original rende tanto:)))
Cláudiazinha:
Eu também adoro fotografia. Já fiz alguns trabalhos interessantes, nomeadamente a preto e branco, mas ultimamente ando sem inspiração… E quanto ao Parisiense, “qu’est que je te peux dire?”… Na época ele era jovem e belo… agora não sei!
Kitty:
E sim… todas as relações são eternas enquanto duram…
Eu confesso que não sou dada às lamechices… mas tenho algumas (poucas!) na minha colecção!
Miss Precious:
Paris & Doisneau foi uma boa relação…
Mighty Aphrodite:
As recordações das relações são como as cartas de amor… ridículas, segundo Fernando Pessoa. Não sou pessoa de guardar este tipo de objectos, apenas guardei a foto por que é de facto excelente. Eu tenho várias fotos a preto e branco de Paris, algumas lindíssimas, mas o preto e branco beneficia qualquer cidade.
hl:
Eu acho que a foto é isso mesmo: intemporal… um momento captado e eternizado. Talvez por isso eu goste tanto de fotografia!
Blondie:
O teu comentário aparece identificado, pelo que concluo que consegues comentar sem problemas!
Tal como tu, penso que a história por detrás da foto acrescenta realismo à mesma. Pessoalmente não gosto de fotos “felizes”, pois acho que não são reais; gosto de fotos com sentimento, mesmo que sejam tristes.
Fatyly:
Na vida, tudo tem um preço…
Olha que esta foto pode muito bem pertencer a Getty. Terei de investigar!
Essa Foto é contagiante. O que ela retrata está dentro de cada um de nós, por isso marca pela força e presença do casal. Sou encantada por ela.
Sonia