De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar…
Em 1982, Jorge Palma escreveu esta canção.
Hoje, passados 26 anos, a sua letra continua actual…
Ontem terminei, por fim, a leitura dos jornais do fim-de-semana…
(o tempo não chega para tudo, tenho que arranjar um clone!)
Entre muitas e variadas notícias, houve duas que destaco aqui.
1. Uma senhora ia no seu veículo, na A1, quando outro veiculo abalroou o seu, fazendo-o capotar e por fim imobilizar contra o separador central. O carro ficou destruído e a senhora foi hospitalizada. Mas… do veiculo abalroador e do seu condutor nem sombra! O marido da senhora contactou a BRISA (concessionária da auto-estrada) com o objectivo de, através das câmeras de vídeovigilância, obter alguma imagem do veículo infractor mas disseram-lhe que só disponibilizavam imagens no caso dos acidentes com vitimas… mortais! Perante tal resposta, e após denúncia da situação, a BRISA explicou que “há restrições legais em relação à gravação e divulgação de imagens, e que passado um certo período as imagens são destruídas”.
2. Uma senhora foi a um restaurante, não gostou da comida nem do serviço. No final da refeição pediu o Livro de Reclamações. A dona do restaurante recusou entregar o Livro, só depois do pagamento efectuado. A senhora efectuou o pagamento, mas a dona do restaurante recusou novamente entregar o Livro de Reclamações. A senhora chamou a policia. Finalmente, na presença da polícia, fez a reclamação. A dona do restaurante não gostou e denunciou a senhora por danos morais e materiais! O caso foi a tribunal, a dona do restaurante ganhou e a senhora foi obrigada a pagar uma quantia diária de 15 euros por cada 75 dias de prisão.
Há uns tempos li um artigo sobre a corrupção em Portugal, e o sector que liderava essa lista era a Justiça. Ou melhor… a Injustiça! Porque a Justiça em Portugal não existe! Há um grupo que, juntamente com os médicos, acha que é intocável… o grupo dos juízes e advogados! Eu falo com conhecimento de causa, pois durante anos relacionei-me com um juiz e conheci alguns advogados e advogadas, criaturas ardilosas e dissimuladas. E, com base nisto e na minha própria experiência, não acredito na Justiça. Porque a dita, além de CEGA, é SURDA e MUDA! E ainda tende a defender quem a viola…
Portanto, apenas me resta desejar SORTE às protagonistas dos casos acima descritos.
Já agora… Eu devo ser das poucas pessoas que já usou o Livro de Reclamações… e vou continuar a usar! Porque não há Justiça mas (ainda) há Democracia!
